COPA DO MUNDO

Tô quase de saco cheio



andré mourão

neymar

Na comemoração do primeiro gol do Brasil, Paulinho carrega Neymar que, bem ou mal, carrega ou pelo menos ajuda a seleção a chegar lá...

Não me basta assistir aos jogos da copa. Acompanha as disputas e depois ainda fico grudado nos comentários pós-jogo, que trato de emendar com o pré-jogo. O que significa que já estou de saco cheio. Ainda bem que o certame já encaminha para o final e, quando for concluído, aí tem a continuação dos outros campeonatos. Campeonato brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores, Copa Sul-Americana. Alienação e futebol. Uma combinação que me persegue. Vida que segue.

O Brasil, eu acho que vai... Vai pra frente (Brasil!), e pro buraco, politicamente falando. Tudo a Temer. 

A troca de farpas entre a seleção canarinho e a mídia nacional prossegue, na linha me engana que eu gosto. Jornalistas não conseguem entender que o Tite não vai abrir o jogo (ele é retranqueiro mesmo), e jamais admitirá que o Brasil não está com essa bola toda, apesar de ir bem, relativamente. E o Tite e mais alguns jogadores (nas entrelinhas), deixam a entender que a mídia nacional está contra a seleção. 

Gente, cada um faz seu papel. Um papel que, às vezes, vira papelão. Com o perdão da palavra, a coisa vira uma punheta só. E eu, desavergonhadamente, vou virando casaca. Andei odiando, por exemplo, o William, jogador brasileiro. Mas, contra o México, no segundo tempo, em especial, ele arrebentou. Agora, o Neymar, arrisco a dizer que ele está em fra(n)ca ascensão.

Nestes tempos de futebol compacto, onde a disciplina tática anda sobrepujando até os talentos individuais, paciência parece ser a melhor receita pra se dar bem. Aquele papo da água mole contra a pedra dura. Os jogadores, quando estão defendendo, e também quando atacam, têm na cabeça, no tronco e nos membros, a obrigação de ocupar os espaços. Para que a bola bata neles e inviabilize as ações ofensivas do adversário. Ou, para que a pelota bata neles e entre. Entre pra dentro do gol. O futebol virou esse pleonasmo, em termos de relação traves-travessão/bola: entrar pra dentro, no ataque; ou sair pra fora, na defesa. 

Em meio a esse desespero (na zona do agrião, como se dizia antigamente), rola o gol. Pode até ser contra. Bola na rede é o que vale.  E agora, depois da fase de grupos, tudo fica mais emocionante. Mata-mata, perdeu-dançou. Às vezes tem prorrogação e os atletas ficam extenuados. E quando tem disputa de pênalti, então, a dramaticidade das pelejas atinge níveis inimagináveis. 

Torço e torço, claro que pelo Brasil, porém, atento ao verso do Paulo César Pinheiro: "o importante é que a nossa emoção sobreviva". Ela vem de dentro das quatro linhas. Ou nas arquibancadas e nas praças,  onde torcedores do mundo inteiro mostram que o futebol é uma epidemia mundial.

E vou fechando o texto, enquanto acompanho a ferrenha disputa entre Bélgica e Japão, partida de onde saiu o adversário do Brasil na próxima sexta. Bélgica na cabeça. O segundo tempo do jogo foi tudo. No comecinho o Japão fez dois gols, mas os belgas conseguiram empatar. E, no último lance da partida - num contra-ataque de almanaque, como bem definiu o narrador Milton Leite, os europeus despacharam os asiáticos.

sergio perez

belga

Numa das partidas mais emocionantes da copa, os atletas belgas comemoram o terceiro gol que selou a virada contra o Japão

    


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