EM CUIABÁ

Ato Unificado pela Educação



Awilliam gomes

ato

Uma multidão reivindicou a suspensão no bloqueio de 30% do orçamento da Educação, além de mais investimentos para a área

Professores, técnicos-administrativos e estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) participaram do Ato Unificado pela Educação, que aconteceu na quarta (15), na Praça Alencastro, em Cuiabá. Além da comunidade da UFMT, somaram-se nã se sabe quantas pessoas que estudam e trabalham em instituições de ensino de Cuiabá, e centenas de pessoas que são contrárias ao tal "contingenciamento" de verbas para a educação, que o governo federal insiste em empurrar goela abaixo na população brasileira. De acordo com a Política Militar, o ato reuniu mais de 5 mil manifestantes. A multidão, pacificamente, reivindicava a suspensão no bloqueio de 30% do orçamento da Educação, além de mais investimentos para a área.

O bloqueio soma-se a outros cortes no orçamento da UFMT que, desde 2014, já sofria com a redução de 44% em verbas de custeio e investimento. “Não dá mais para a gente continuar permitindo as regalias do governo e eles continuam cortando as coisas que afetam diretamente a população”, disse o estudante Fábio Assis de Campos Jr., da graduação em Medicina da UFMT.

“Não é um efeito só pontual. O que acontecer agora já vai prejudicar a Educação e, se a gente não brigar, só vai piorar. Precisamos lutar pelas instituições federais, pela educação básica e pela educação de qualidade”, afirmou a técnica-administrativa Elisama Santos da Silva.

O professor Danie Marcelo de Jesus, do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (PPG-ECCO), explicou que o bloqueio atinge também a pós-graduação e a produção científica da Universidade. “Projetos de inovação e relacionados a doenças serão os mais afetados, pois são mais dependentes de laboratórios e equipamentos. Isso causará um impacto em milhares de pessoas a longo prazo e um risco sério da pós-graduação entrar em colapso no ano que vem”.

Também presentes na manifestação, estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) demonstravam preocupação com o futuro da Educação. “Não podemos aceitar essa situação. Pagamos por isso, então merecemos um ensino público de qualidade”, disse Izabele de Arruda Ferreira, do terceiro ano.

Na opinião do Vice-Reitor da UFMT, professor Evandro Soares, o ato também propôs para a sociedade uma reflexão sobre a importância da Educação. “Sem educação é impossível a construção da cidadania, de uma sociedade justa e da valorização do ser humano”.

O vice-reitor também ressaltou que o bloqueio representa a inoperabilidade da UFMT a partir do segundo semestre, pela falta de recursos para pagar pelos contratos de segurança, limpeza e energia elétrica, além dos insumos necessários para o ensino, a pesquisa e a extensão. (*com assessoria)

ESCOLA

 fptpgrafia de Tiago Zanella


Voltar  

Agenda Cultural

Veja Mais

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet