ANISTIA INTERNACIONAL

Violação dos direitos humanos nos EUA



tânia rêgo

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A abertura da campanha foi marcada com uma ação de ativistas no Largo da Carioca, no centro do Rio de Janeiro

A Anistia Internacional deu início nesta semana à campanha Derrube o Muro, na qual contesta as políticas migratórias adotadas pelos Estados Unidos. Um site (https://derrubeomuro.org.br/) foi criado para reunir informações relacionadas a violações de direitos humanos. A abertura da campanha foi marcada com uma ação de ativistas no Largo da Carioca, no centro do Rio de Janeiro. Usuários que chegavam à estação de metrô Carioca eram convidados a interagir com um muro de papelão.

"Estamos fazendo um chamado à população para que se solidarize. Desde que foi eleito nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump ameaça construir um muro na fronteira sul dos Estados Unidos para impedir a passagem de pessoas que escapam de países latino-americanos geralmente devido a alguma crise de segurança pública ou uma crise humanitária. A ameaça contra os migrantes já é realidade pelas políticas que ele vem implementando e que contraria o direito das pessoas de pedir asilo em segurança", diz Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil.

De acordo com ela, estão sendo adotadas práticas que violam tanto a lei norte-americana quanto princípios internacionais. "As pessoas estão sendo impedidas de pedir asilo em liberdade, conforme a legislação. Trump faz o contrário. Tem milhares de pessoas detidas. Crianças, mulheres e famílias inteiras", lamenta Jurema.

Segundo a Anistia Internacional, qualquer pessoa que chegue ao país para reivindicar asilo deve ter permissão para fazê-lo e ter seu caso ouvido pelas autoridades. Entre as violações listadas pela entidade, estão a proibição da entrada de pessoas que buscam proteção nos Estados Unidos e a ação de forçar os migrantes a voltar aos locais perigosos de onde elas fugiram.

"Nós sabemos que as pessoas que saem em busca de asilo, que deixam sua casa, sua família, sua comunidade, só o fazem em extrema necessidade. Então,o que elas precisam é de acolhimento e não de ter seus direitos violados", acrescentou Jurema.

O dia 29 foi escolhido para a ação porque marca também o início do julgamento do geógrafo e ativista de direitos humanos Scott Warren. Ele está sendo processado criminalmente nos Estados Unidos após ter sido flagrado no deserto do estado do Arizona oferecendo água, comida e atendimento médico a migrantes que conseguiram atravessar a fronteira. "Isso também é uma violação grave, pois impede o direito de lutar por justiça", diz Jurema.

A Agência Brasil fez contato com a Embaixada dos Estados Unidos, mas não obteve retorno.

O presidente Donald Trump tem defendido a construção do muro como uma questão humanitária e de segurança na fronteira do país com o México. (*reproduzido de http://agenciabrasil.ebc.com.br)


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