POESIA

Lu Menezes

Fellini e a aura ruante

 

O pavão abrindo o leque
se chama “ruante”

 

É como toma
a tela inteira de Amarcord
transbordando
em lento-imenso instante

 

Eu queria agora
um poema assim

 

Semelhante 
àquele navio esplendoroso 
irrompendo 
como um sonho inebriante   

  

 ― um navio ruante ―

                                                                       

Um poema assim
eu queria agora 

 

(só com meia mea culpa se meio ruim) 

 

*Reproduzido de http://revistamododeusar.blogspot.com.br

 

Lu Menezes, poeta brasileira


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