POESIA

Maria Tereza Horta

A Vagina

 

É cálida flor
E trópica mansamente
De leite entreaberta às tuas
Mãos

 

Feltro das pétalas que por dentro
Tem o felpo das pálpebras
Da língua a lentidão

 

Guelra do corpo
Pulmão que não respira

 

Dobrada em muco
Tecida em água

 

Flor carnívora voraz do próprio
suco
No ventre entorpecida
Nas pernas sequestrada

 

 

Maria Tereza Horta, poeta de Portugal


Voltar  

Confira também nesta seção:
15.08.18 18h00 » Andrei Dosa
13.08.18 18h00 » António Osório
10.08.18 18h00 » Alécio Cunha
08.08.18 18h00 » Alberto da Cunha Melo
06.08.18 18h00 » Luís Avelima
04.08.18 18h00 » Alfredo Rossetti
02.08.18 18h40 » Néia Gesualdi
31.07.18 18h00 » Libério Neves
29.07.18 18h00 » Gabriela Clara Pignataro
27.07.18 18h00 » Konstantin Balmont
25.07.18 18h00 » Paulo Sabladovsk
23.07.18 18h00 » Ángel González
21.07.18 18h27 » Alexandre França
19.07.18 18h00 » Jules Laforgue
17.07.18 18h00 » Armando da Silva Carvalho
15.07.18 18h15 » Lélia Rita de Figueiredo Ribeiro
13.07.18 17h51 » Patrícia Lavelle
11.07.18 18h00 » Kori Bolivia
09.07.18 18h00 » Fernando Assis Pacheco
07.07.18 18h00 » Nelson Maca

Agenda Cultural

Veja Mais

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet