POESIA

Sandro Penna

Deixaram-me só

 

Deixaram-me só
no campo, sob
a chuva fina, só.
Olhavam-me mudos
admirados
os álamos nus: sofriam
a minha dor: dor
de não saber nitidamente…


E a terra molhada
e os negros e altíssimos montes
calavam-se vencidos. Parecia
que um deus malvado
tivesse com um só gesto
petrificado tudo.


E a chuva lavava aquelas pedras.

 

 

*Reproduzido de http://rascunho.com.br , tradução de Vera Lúcia de Oliveira

 

Sandro Penna (1906-1977), poeta da Itália

 


Voltar  

Confira também nesta seção:
20.02.19 17h30 » Laís Corrêa de Araújo
18.02.19 14h30 » Luís Pimentel
15.02.19 19h00 » Thomas Moore
13.02.19 16h40 » Esteban Moore
11.02.19 13h00 » Andreas Embirikos
08.02.19 20h00 » Timur Bék
06.02.19 18h00 » Reinaldo Ferreira
04.02.19 12h00 » Frank Bidart
01.02.19 20h00 » José Amâncio
30.01.19 18h20 » Júlio Custódio
28.01.19 12h00 » Sylvio Back
25.01.19 20h00 » Carol Ann Duffy
23.01.19 18h00 » Raymond Queneau
21.01.19 12h00 » Simin Behbahani
18.01.19 20h00 » H. C. Artmann
16.01.19 18h00 » Marina Rabelo
14.01.19 16h00 » Ana Blandiana
11.01.19 18h00 » Gil T. Sousa
09.01.19 18h00 » Drago Stambuk
07.01.19 17h00 » Edson Falcão

Agenda Cultural

Veja Mais

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet