POESIA

Dílson Lages Monteiro

 

Na tarde de Teresina o vapor das ruas
Tem o hálito quente da mulher ardente
E queima o corpo de suor e volúpia

 

Em um horizonte só de luz
Que palavra define a linha do equador?

 

Muros pintados de única cor
Tetos cobertos pelo mesmo raio
Tudo amarelo, fumaça e verão.

 

Verão os ventos o tempo pasmo de padecer?

 

A moça passa a mão na nuca
E onde mais a pele mina
As gotas da cidade fervem
O clima de sua  estação

 

Bancos de areia no rio doente
Aguapés acenando sujeiras
Árvores paradas  em sufoco e calor
Do outubro que se vai indesejado e feroz.

 

Reproduzido de http://www.portalentretextos.com.br

 

 

Dílson Lages Monteiro, poeta brasileiro

 


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