POESIA

Charles Cros

Banalidade*

 

Um mar de dinheiro nos cobre tudo
Com sua corrosiva maresia.
Até o fim se espera herdar, sortudo,
O legado de um tio ou de uma tia.

Nada vem. Nosso cérebro, contudo,
Nos fervilha a Ideia, em banho-maria.
E morreremos. Sobram os polpudos
Financistas e sua economia.

Premido ao vil metal que nos malfada
E a que toda esperança em vão se inflama,
Martela só meu coração pancada.

Mas, os reis da indiferença, o ouro, o cobre,
Fundidos, depois frios, ainda cobrem
O lírio mortuário e a verde grama.

 

*Reproduzido de http://www.revistatropico.com.br , tradução de José Machaddo Sobrinho

Charles Cros (1842-1888), poeta da França


Voltar  

Confira também nesta seção:
24.09.18 16h00 » Benjamin Sanches
21.09.18 18h00 » Bruna Mitrano
19.09.18 18h00 » John Ashbery
17.09.18 17h00 » Marcos Quinan
14.09.18 18h00 » Marcelo Sandmann
12.09.18 17h00 » Natalia Barros
10.09.18 17h00 » Mauro Salles
07.09.18 18h00 » Max Jacob
05.09.18 18h00 » Eduardo Lacerda
03.09.18 17h23 » Lívia Bertges
31.08.18 17h00 » Jennifer Franklin
29.08.18 17h27 » Sergio Cohn
27.08.18 17h00 » Jorge Medauar
24.08.18 17h48 » Edimilson Almeida
22.08.18 18h00 » Maria Lúcia Dal Farra
20.08.18 18h00 » Tiago Malta
17.08.18 18h00 » Juliana Bernardo
15.08.18 18h00 » Andrei Dosa
13.08.18 18h00 » António Osório
10.08.18 18h00 » Alécio Cunha

Agenda Cultural

Veja Mais

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet