POESIA

Arthur Conan Doyle

 

Vozes noturnas

 

Pai, pai, quem é aquele sussurro?
Quem é que sussurra na madeira?
Você diz que é a brisa
Enquanto suspira entre as árvores,
Mas há alguém que sussurra na madeira.

 

Pai, pai, quem é aquele murmurando?
Quem é que murmura na noite?
Você diz que é o rugido
Da onda sobre a costa,
Mas há alguém que murmura na noite.

 

Pai, pai, quem é aquele que ri de nós?
Quem é que ri na gola?
Oh, pai, vamos embora,
Pois a luz está queimando,
E há alguém rindo no vale.

 

Pai, pai, me diga o que você está esperando,
Diga-me por que seus olhos estão na porta.
Está escuro e é tarde,
Mas você fica tão quieto e reto,
Sempre olhando, sempre sorrindo, na porta.

 

*Reproduzido de https://poesia-sanderlei.blogspot.com.br

 

Arthur Conan Doyle (1859-1930), poeta da Escócia


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