POESIA

Carlos Pena Filho

Testamento do Homem Sensato*

 

Quando eu morrer, não faças disparates
nem fiques a pensar: Ele era assim…
Mas senta-te num banco de jardim,
calmamente comendo chocolates.

Aceita o que te deixo, o quase nada
destas palavras que te digo aqui:
Foi mais que longa a vida que eu vivi,
para ser em lembranças prolongada.

Porém, se um dia, só, na tarde em queda,
surgir uma lembrança desgarrada,
ave que nasce e em voo se arremeda,

deixa-a pousar em teu silêncio, leve
como se apenas fosse imaginada,
como uma luz, mais que distante, breve.

 

*Reproduzido de https://www.traco-freudiano.org

 

Carlos Pena Filho (1929-1960), poeta brasileiro


Voltar  

Confira também nesta seção:
15.06.18 17h53 » Guapo
13.06.18 18h00 » Aglaja Veteranyi
11.06.18 18h00 » Prisca Agustoni
09.06.18 17h59 » Miguel Martins
07.06.18 18h00 » Tove Jansson
05.06.18 17h17 » José Araújo
03.06.18 18h00 » Ataol Behramoglu
01.06.18 17h20 » João Apolinário
30.05.18 18h00 » Luis Cernuda
28.05.18 17h45 » Novalis
26.05.18 17h56 » Corsino Fortes
24.05.18 17h45 » Amauri Lobo
22.05.18 18h00 » Dante Milano
20.05.18 17h41 » Itamar Assumpção
18.05.18 17h34 » Dick Marques
16.05.18 18h00 » Haydar Ergulen
14.05.18 18h00 » Reiner Kunze
12.05.18 18h00 » Maria Balé
10.05.18 18h00 » Rui Knopfli
08.05.18 18h00 » Moisés Carlos Amorim

Agenda Cultural

Veja Mais

Últimas Notícias

Mais Notícias

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet