POESIA

Bo Carpelan

Outono*

 

O outuno é a minha estação.
Os dias transparentes, os cinzentos crepusculares,
os caminhos inundados de água,
a suave névoa.
Não exijas nada, não prometas demasiado.
Ainda assim: há um cheiro a cadáver nas folhas que ardem,
podridão no feno,
gelo no barro,
um vazio nos grandes ventos
como mortalhas e velas.
Tudo morto, tudo se apagando, tudo quieto:
esta sensação não chegou demasiado cedo,
como uma sombra,
uma pedra, polida, depositada sobre os dias de junho?

 

*Reproduzido de http://amadeubaptista.blogspot.com.br, tradução do próprio

Bo Carpelan (1926-2011), poeta da Finlândia


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