POESIA

Ana Santos

Medo

 

É mínima a tesoura
que corta o fio da vida.
Por isso meus olhos
abertos no escuro.
Visito os quartos
dos que amo
para ver se respiram.

O sol surpreende as faces
mudando
nos espelhos.

Eu ando como quem leva
flores ou um bolo:
medo
de pés que pisem
cerejas, pétalas,
de pedra que desfaça
meu retrato nas vitrines:
“Mulher tremendo na tarde”.

 

*Reproduzido de http://www.algumapoesia.com.br


Ana Santos, poeta brasileira

(por motivos indesejados, o Tyrannus não foi atualizado no último sábado (31)... aceitem o nosso pedido de desculpas e agradecemos pela sua visita nesta nova edição)

 


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