POESIA

Pedro Salinas

Não te vejo*

 

Não te vejo. Bem sei
que estás aqui, atrás
de uma frágil parede 
de ladrilhos e cal, bem ao alcance 
da minha voz, se chamasse.
Mas não chamarei.
Chamarei amanhã, 
quando, ao não te ver mais 
imagine que continuas
aqui perto, ao meu lado,
e que basta hoje a voz 
que ontem eu não quis dar. 
Amanhã... quando estiveres
lá atrás de uma
frágil parede de ventos,
de céus e de anos.


*Reproduzido de http://antoniocicero.blogspot.com.br

 

Pedro Salinas (1891-1951), poeta da Espanha


Voltar  

Confira também nesta seção:
24.04.18 17h56 » Mariana Botelho
22.04.18 18h00 » João Ricardo Scortecci de Paula
20.04.18 17h20 » Kabir
18.04.18 18h40 » Kobayashi Issa
16.04.18 18h30 » Giorgio Caproni
14.04.18 18h00 » Natalino Ferreira Mendes
12.04.18 17h00 » Alan Lidugero
10.04.18 18h00 » Pedro Salinas
08.04.18 17h23 » Chairil Anwar
06.04.18 18h00 » Primo Levi
04.04.18 18h00 » Alexandre Guarnieri
02.04.18 19h00 » Ana Santos
29.03.18 18h00 » Geir Gulliksen
27.03.18 18h30 » Marta Braier
25.03.18 17h20 » Zang Kejia
23.03.18 17h30 » Claude MacKay
21.03.18 17h30 » Bo Carpelan
19.03.18 17h30 » Ronald de Carvalho
17.03.18 17h30 » Salah Niazi
15.03.18 17h30 » Tomas Venclova

Agenda Cultural

Veja Mais

Últimas Notícias

Mais Notícias

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet