POESIA

Pedro Salinas

Não te vejo*

 

Não te vejo. Bem sei
que estás aqui, atrás
de uma frágil parede 
de ladrilhos e cal, bem ao alcance 
da minha voz, se chamasse.
Mas não chamarei.
Chamarei amanhã, 
quando, ao não te ver mais 
imagine que continuas
aqui perto, ao meu lado,
e que basta hoje a voz 
que ontem eu não quis dar. 
Amanhã... quando estiveres
lá atrás de uma
frágil parede de ventos,
de céus e de anos.


*Reproduzido de http://antoniocicero.blogspot.com.br

 

Pedro Salinas (1891-1951), poeta da Espanha


Voltar  

Confira também nesta seção:
15.07.18 18h15 » Lélia Rita de Figueiredo Ribeiro
13.07.18 17h51 » Patrícia Lavelle
11.07.18 18h00 » Kori Bolivia
09.07.18 18h00 » Fernando Assis Pacheco
07.07.18 18h00 » Nelson Maca
05.07.18 18h00 » Carlos Machado
03.07.18 18h00 » Rumen Stoyanov
01.07.18 18h00 » Ana Cecília de Sousa Bastos
29.06.18 17h52 » Bartyra Soares
27.06.18 18h00 » Georg Trakl
25.06.18 18h00 » May Ayim
23.06.18 18h00 » Eugenio Montaje
21.06.18 18h00 » Lya Luft
19.06.18 18h00 » Rolando Toro
17.06.18 18h00 » Gyula Illyés
15.06.18 17h53 » Guapo
13.06.18 18h00 » Aglaja Veteranyi
11.06.18 18h00 » Prisca Agustoni
09.06.18 17h59 » Miguel Martins
07.06.18 18h00 » Tove Jansson

Agenda Cultural

Veja Mais

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet