POESIA

Lya Luft

Nascimento

 

Viver é a cada dia
partejar a vida.
Que esforço, que dor,
que tempo de espera.
Ela pode nascer com muitos braços
cabeça grande demais
(- às vezes sem pernas).
Abro meu ventre,
minha alma se arreganha
como uma parturiente:
dar à luz dói.
Faço isso todos os dias,
como num palco:
aquele bonequinho
sou eu
num mundo que vou montando.

Mas nem tudo me assusta, 
nem tudo me prende: 
posso abrir algumas portas, 
posso fechar outras, 
posso escolher o sexo
e a cor dos olhos de cada momento.

 

*Reproduzido de http://www.antoniomiranda.com.br

 

Lya Luft, poeta brasileira


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