POESIA

Bartyra Soares

 

Hora  rubra*


Pelas copas das árvores o sol
arrasta-se minguante para os caminhos
do oeste. Súbito um pássaro de asas
atrevidas fende o fio do tempo
e cai vertiginoso no íntimo da tarde.
Recolho em mim os escombros
dessa hora rubra e deixo que a agonia
dessa paisagem talhe em minha face
um rio e um ricto de sinuosas revelações.

 

*Reproduzido de http://www.antoniomiranda.com.br

 

Bartyra Soares, poeta brasileira

 


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