POESIA

António Osório

 

Peso do Mundo*

 

A poesia não é, nunca foi 
uma enumeração ou composto 
de exuberância, bondade, 
altitude, nem arado 
ou dádiva sobre chão 
prenhe de mortos. 

 

Nem o arrependimento 
de Deus por ter criado o homem 
com o rosto da sua memória, 
ao lado dos seus vermes. 

 

Tão-pouco fôlego dos que amam 
abrindo a porta límpida 
do corpo e chovendo sobre a terra, 
ou carregam como tartarugas 
o peso do mundo. 

 

Nem reverência por um tigre, 
pela leveza maligna de todas as patas, 
pela sonolência junto à estirpe 
aprisionada também 
na dureza de ser tigre. 

 

É o milagre de uma arma 
total, de uma só palavra 
reduzindo o átomo à completa inocência. 

 

*Poema enviado por e-mail ao tyrannus

 

António Osório, poeta de Portugal


Voltar  

Confira também nesta seção:
21.09.18 18h00 » Bruna Mitrano
19.09.18 18h00 » John Ashbery
17.09.18 17h00 » Marcos Quinan
14.09.18 18h00 » Marcelo Sandmann
12.09.18 17h00 » Natalia Barros
10.09.18 17h00 » Mauro Salles
07.09.18 18h00 » Max Jacob
05.09.18 18h00 » Eduardo Lacerda
03.09.18 17h23 » Lívia Bertges
31.08.18 17h00 » Jennifer Franklin
29.08.18 17h27 » Sergio Cohn
27.08.18 17h00 » Jorge Medauar
24.08.18 17h48 » Edimilson Almeida
22.08.18 18h00 » Maria Lúcia Dal Farra
20.08.18 18h00 » Tiago Malta
17.08.18 18h00 » Juliana Bernardo
15.08.18 18h00 » Andrei Dosa
13.08.18 18h00 » António Osório
10.08.18 18h00 » Alécio Cunha
08.08.18 18h00 » Alberto da Cunha Melo

Agenda Cultural

Veja Mais

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet