POESIA

Juliana Bernardo

 

Por mares nunca dantes navegados*
(invocação)


Camões,
a poesia é uma quitinete
sem porta sem janela
me ensina, meu velho
com teu olho cego a olhar
através dela

 

*Reproduzido do livro Vitamina (Editora Patuá)

Juliana Bernardo, poeta brasileira

 


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