POESIA

Eduardo Lacerda

Fiel

Foi a curiosidade,
que o matou, não
o amor.

Eu.

(E ele sobe
no telhado,

o meu gato)

O meu gato
preenche todos os espaços,
baús, vazios,

caixas e pacotes
de presentes

e ausências.

Todas as fossas,
fundos, planos
e passados.

Ele fareja, mas
ignora.

Ele não me espera,
do lado de
fora.

É só um animal.
que não faz
nenhuma
festa.

E se engasga
com seu
bolo

de arestas.

 

*Reproduzido de http://www.mallarmargens.com

 

Eduardo Lacerda, poeta brasileiro


Voltar  

Confira também nesta seção:
19.11.18 11h00 » Elias José
16.11.18 19h00 » Lou Viana
14.11.18 18h00 » André Ladeia
12.11.18 16h00 » Karin Boye
09.11.18 19h00 » Marcelino dos Santos
07.11.18 18h00 » Albert Ehrenstein
05.11.18 16h00 » Halina Poswiatowska
02.11.18 18h00 » Cintio Vitier
31.10.18 17h44 » Adri Aleixo
29.10.18 17h00 » Francis Ponge
26.10.18 19h00 » Fernando José Karl
24.10.18 18h00 » Nicodemos Sena
22.10.18 17h00 » Charles Simic
19.10.18 18h46 » Mario Angel Quintero
17.10.18 18h00 » Geruza Zelnys
15.10.18 17h00 » Filipa Leal
12.10.18 18h39 » Javier Ávila
10.10.18 17h00 » Nelly Sachs
08.10.18 17h00 » Rosana Chrispim
05.10.18 17h00 » António Ramos Rosa

Agenda Cultural

Veja Mais

Últimas Notícias

Mais Notícias

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet