POESIA

Max Jacob

 

Noite infernal*

 

Qualquer coisa de horrivelmente frio cai
nos meus ombros. Qualquer coisa de pegajoso agarra-se-me ao pescoço. Urna voz vem do
céu
e grita: Monstro! sem que eu saiba se é de mim e dos meus vícios que se
trata ou se quer significar afinal o ser viscoso que se agarra a mim.

 

*Reproduzido de https://www.escritas.org

Max Jacob (1876-1944), poeta da França


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