POESIA

Juana de Ibarbourou

A hora*

Toma-me agora que ainda é cedo
e levo dálias novas pela mão...

Toma-me agora que ainda está sombria
a minha cabeleira ondulante e vadia.

Agora que ainda tenho uma carne olorosa,
os olhos de cristal e a pele de uma rosa.

Agora que me calça o meu pé de roseira
a sandália vivaz da primavera.

Agora que em meu lábio o riso soa
como um sino que bate e cuja nota voa.

Depois... Ah! eu, sei
que nada mais do que hoje tenho então terei!

Hoje, mais tarde não. Vem antes que anoiteça
e que murche com o tempo esta corola fresca.

Hoje, e não amanhã. Amor, não percebeste
que a parasita azul acabará cipreste?

 

*Reproduzido de http://www.antoniomiranda.com.br, do livro "Joias da Poesia Hispano Americana" (Eitora Bertrand)

 

Juana de Ibarbourou (1892-1979), poeta do Uruguai


Voltar  

Confira também nesta seção:
14.06.19 21h30 » Eeva-Liisa Manner
12.06.19 20h00 » Bete Nascimento
10.06.19 12h00 » Nathan Zach
07.06.19 22h00 » Marianne Moore
05.06.19 21h30 » Nélson de Souza
03.06.19 12h00 » Alcides Villaça
31.05.19 21h00 » Chantal Castelli
29.05.19 20h00 » Roberto Prado
27.05.19 12h00 » André Ricardo Aguiar
24.05.19 22h00 » Yasmin Nigri
22.05.19 21h00 » Bernadete Crecêncio Laurindo
20.05.19 12h00 » Vivita Cartier
17.05.19 21h00 » José Brandão
15.05.19 18h00 » Olga Bergolts
13.05.19 10h00 » Reinaldo Arenas
10.05.19 20h30 » Iderval Miranda
08.05.19 19h00 » Marcelina Oliveira
06.05.19 11h00 » Paula Glenadel
03.05.19 21h00 » Ernst Jandl
01.05.19 16h00 » Joni Mitchell

Agenda Cultural

Veja Mais

Últimas Notícias

Mais Notícias

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet