POESIA

John Clare

Eu sou*

 

Eu sou: o que agora sou ninguém quer saber;
Amigos me abandonaram, fútil haver;
Eu mesmo consumo minhas paixões feéricas
Elas nascem e se esfumam em chão estéril,
Abafados espasmos de amor delirante - :
Mas sou, vivo - como vapores tremulantes

 

Em meio a um nada ruidoso e escamescente,
Em meio a um vivo mar de sonhos vigilantes,
Onde não há sentido de vida ou alegrias,
Só 'o cru naufrágio de minhas aporias;
E a mais desejada, que me faz e desfaz,
É-me estranha - ou pior, mais estranha que as mais.

 

Aspiro a lugares por homem não pisados,
Cenário não visto por mulher, nem pranteado -
Para lá conviver com meu Criador, Deus,
Dormir como na infância, leve, junto aos meus,
Desanuviado, e confortado onde me encontro,
A grama por baixo - por cima o céu redondo.

 

*Reproduzido de https://www.lume.ufrgs.br , tradução de Luís Augusto Fischer

John Clare (1793-1864), poeta da Inglaterra 


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