POESIA

Ramon Carlos

hiato*

um charme
em quarto de vidro
espuma verde
que circunda os jeans
do xará dos diabos, no joelho
incapaz variedade de prever
o xamã no ponto clínico
sirene na colmeia dos abutres
louvo-te hiato
louvo pela capacidade que me tens
de purificar minha demência
de persuadir minha clemência
de extorquir meu saldo de observações
louvo pela simples castidade que propõe
impõe, em baldes de mármore
suave como o título lhe traduz
o silêncio que exterioriza meu sorriso em carne viva
sensato, sensato, sem tato
clamo a ti
a impureza
de um novo impacto
intacto

 

*Poema enviado pelo autor, o cara de estrabismo.net

 

Ramon Carlos, poeta brasileiro

 


Voltar  

Confira também nesta seção:
18.01.21 16h57 » Yin Lichuan
11.01.21 21h00 » Djalma Passos
04.01.21 22h00 » Manoel Mourivaldo Santiago-Almeida
28.12.20 21h37 » Três poemas evocando a passagem de ano
28.12.20 21h37 » Madson Costa
22.12.20 19h51 » Thiago da Costa Pereira
15.12.20 21h00 » Luiz Alberto Schwab de Mello
08.12.20 18h00 » Bruno Brum
01.12.20 19h18 » Cezário Pereira da Costa
24.11.20 19h00 » Meire Pedroso
17.11.20 17h21 » Marin Sorescu
10.11.20 20h00 » Hagar Peeters
03.11.20 16h30 » Gary Snyder
27.10.20 19h00 » Pádua Fernandes
20.10.20 19h00 » Catarina Lins
13.10.20 19h00 » Akiko Yosano
06.10.20 19h00 » Graça Pires
29.09.20 19h00 » Warsan Shire
22.09.20 21h00 » Wladimir Cazé
15.09.20 21h00 » Ernesto Manuel de Melo e Castro

Agenda Cultural

Veja Mais

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet