POESIA

Leo Barth



A monstra dorme como anjo* 

                                        

Caminhamos reto, aos abismos
invencíveis, como delays de 
guitarras misturados a sons 
de caixinhas sem tempo, para
olhar para trás. O som alto nos revigora
O paraíso de merda nos aguarda, aonde
uma única donzela nos recompensará
e lamberá nossas mãos sangrentas, 
empoeiradas. Reis de nós mesmos
Servos de todos e de ninguém


Os bebês que matamos nos aguardam
com bombas e agulhas de tricô
As forças adornam o rio de lata e 
a monstra dorme como anjo, junto 
aos elefantes, em tampas de tanques de guerra


Vista escurece. Todos estamos tortos
¡Uma última carta, seu bispo!
Aonde o desespero evapora, quando 
perdemos a face
para uma bala enorme que passou longe


¿Há regresso para os repatriados e mal paridos?
Indigentes e escritores e poetas e cães como 
cães. Menina de três olhos arrancando átrios 
e ventrículos —
Overture
Ópera Nada

 

*Colaboração enviada ao tyrannus por Wellington Amâncio, professor auxiliar da Universidade Federal de Alagoas

 

Leonardo Barth Simão, poeta brasileiro


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