POESIA

Sebastião da Gama

Pequeno poema*

 

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

P'ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

 

*Reproduzido de https://www.escritas.org

Sebastião da Gama (1924-1952), poeta de Portugal


Voltar  

Confira também nesta seção:
27.05.20 00h10 » Henry David Thoreau
20.05.20 00h01 » Ana Cláudia Romano Ribeiro
13.05.20 10h00 » Ana Guadalupe
06.05.20 10h00 » Gustavo Jugend
29.04.20 10h00 » Diego Wayne
22.04.20 00h01 » Alda Lara
15.04.20 16h00 » Eliane Potiguara
08.04.20 18h05 » Zé Bolo Flô
01.04.20 19h00 » Alexandra Vieira de Almeida
25.03.20 19h00 » Gilberto Nable
19.03.20 00h10 » Horacio Castillo
12.03.20 18h10 » Cinthia Kriemler
05.03.20 18h00 » Eunice Arruda
27.02.20 17h00 » Ashraf Fayadh
20.02.20 18h00 » Ângela Coradini
13.02.20 18h30 » Deborah Dornellas
06.02.20 18h30 » Thomas Kinsella
30.01.20 19h00 » Daniella Oliveira
20.10.19 12h00 » Amélia Biagioni
16.10.19 20h00 » Humberto Espíndola

Agenda Cultural

Veja Mais

Últimas Notícias

Mais Notícias

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet