Gabriela Mistral

Coplas


A tudo, em minha boca,
um sabor de lágrimas se acresce;
a meu pão cotidiano, a meu canto
e até à minha prece.


Eu não tenho outro oficio,
depois do silente de amar-te,
que este oficio de lágrimas, duro,
que tu me deixaste.


Olhos apertados
de candentes lágrimas!
Boca atribulada e convulsa,
em que prece tudo se tornava!


Tenho um vergonha
deste modo covarde de ser!
Nem vou em tua busca
nem consigo também te esquecer!


E há um remoer que me sangra
de olhar um céu
não visto por teus olhos,
de apalpar as rosas
sustentadas pela cal de teus ossos!

Gabriela Mistral, poeta chilena (1889-1957)



Voltar  

Confira também nesta seção:
18.01.19 20h00 » H. C. Artmann
16.01.19 18h00 » Marina Rabelo
14.01.19 16h00 » Ana Blandiana
11.01.19 18h00 » Gil T. Sousa
09.01.19 18h00 » Drago Stambuk
07.01.19 17h00 » Edson Falcão
05.01.19 00h12 » Gianni Rodari
03.01.19 17h20 » Miguel Hernández
31.12.18 12h00 » Guerra Junqueiro
28.12.18 19h00 » Yonaré Flávio
21.12.18 19h00 » Marília Garcia
19.12.18 20h00 » Ronaldo Monte
17.12.18 11h00 » Arturo Corcuera
14.12.18 19h00 » Marcílio Godói
12.12.18 17h00 » Carlos Correia Santos
10.12.18 14h00 » Juana de Ibarbourou
07.12.18 19h30 » Nydia Bonetti
05.12.18 18h00 » Oskar Pastior
03.12.18 11h00 » Marô Barbieri
30.11.18 18h00 » Lia Macruz

Agenda Cultural

Veja Mais

Últimas Notícias

Mais Notícias

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet