POESIA

J. Emílio-Nelson

Sobre o andrógino

Aquele a quem confio o coração e o trafica
Aparece com o rosto maquilhado
Da cor que não se distingue dos ossos
Com que me castiga o dorso.
E como um sopro que toca a luz
Deita-se de joelhos na nuca,
Serve a carne num banquete.
(Tem tanto de si em mim perdido — velha crença —
Que esqueço o que sou.)


*Reproduzido de http://bibliotecariodebabel.com/

emilio

José Emílio-Nelson, nascido em 1948, em Portugal, é poeta, crítico e editor. Este poema, publicado originalmente no dia sete de janeiro, foi o quinto mais acessado em 2017


Voltar  

Confira também nesta seção:
18.04.18 18h40 » Kobayashi Issa
16.04.18 18h30 » Giorgio Caproni
14.04.18 18h00 » Natalino Ferreira Mendes
12.04.18 17h00 » Alan Lidugero
10.04.18 18h00 » Pedro Salinas
08.04.18 17h23 » Chairil Anwar
06.04.18 18h00 » Primo Levi
04.04.18 18h00 » Alexandre Guarnieri
02.04.18 19h00 » Ana Santos
29.03.18 18h00 » Geir Gulliksen
27.03.18 18h30 » Marta Braier
25.03.18 17h20 » Zang Kejia
23.03.18 17h30 » Claude MacKay
21.03.18 17h30 » Bo Carpelan
19.03.18 17h30 » Ronald de Carvalho
17.03.18 17h30 » Salah Niazi
15.03.18 17h30 » Tomas Venclova
13.03.18 17h30 » Eduardo Lizalde
11.03.18 17h22 » José Paulo Paes
09.03.18 17h30 » Kurti Marti

Agenda Cultural

  • Em Cartaz:
  • 9º Encontro Indígena
  • Dia: 17 de abril
  • Local: Museu de História Natural - Casa Dom Aquino
  • Informações: 3634 4858
Veja Mais

Últimas Notícias

Mais Notícias

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet