POESIA

Namdeo Dhasal

Bombaim, minha puta amada

Você nos seja fiel
Você nos aqueça a cama
Toque a flauta da Eternidade
Toque o terror nos nossos sonhos
Sopre fogo em nosso esperma
Ó cadelinha vadia
Ó piranha mundana

Ó concubina de Khandoba
Ó coquete devassa
Ó puta do coração de ouro
Não irei embora feito um mendigo
Deixarei você só o osso
Vai, abre os portões do céu para esses
pobres-diabos
Bombaim, minha puta amada
Vou te levar para um passeio
Vou te deixar tontinha
E ir.


*Reproduzido de https://www.revistapessoa.com/ , com tradução de Victor Hering

Namdeo Dhasal (1949-2014), poeta da Índia


Voltar  

Confira também nesta seção:
17.12.17 18h54 » Rupi Kaur
15.12.17 19h00 » Nicanor Parra
13.12.17 19h00 » Anne Ellen
11.12.17 17h49 » Ismar Tirelli Neto
09.12.17 18h00 » Julio Bepré
07.12.17 20h00 » Sandro Penna
05.12.17 19h00 » Paulo Augusto
03.12.17 18h00 » Álvaro Mutis
01.12.17 18h45 » Nikola Vaptsarov
29.11.17 19h00 » Émile Verhaeren
27.11.17 19h00 » Marina Mara
25.11.17 19h00 » Miró da Muribeca
23.11.17 18h27 » Reiner Kunze
21.11.17 18h30 » Maria Tereza Horta
19.11.17 18h00 » José Laurenio de Melo
17.11.17 17h56 » Lu Menezes
15.11.17 18h35 » Ricardo Aleixo
13.11.17 18h30 » Nicolai Zabolótzki
11.11.17 19h00 » Kányádi Sándor
09.11.17 19h30 » Célia Musilli

Agenda Cultural

Veja Mais

Últimas Notícias

Mais Notícias

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet