POESIA

Namdeo Dhasal

Bombaim, minha puta amada

Você nos seja fiel
Você nos aqueça a cama
Toque a flauta da Eternidade
Toque o terror nos nossos sonhos
Sopre fogo em nosso esperma
Ó cadelinha vadia
Ó piranha mundana

Ó concubina de Khandoba
Ó coquete devassa
Ó puta do coração de ouro
Não irei embora feito um mendigo
Deixarei você só o osso
Vai, abre os portões do céu para esses
pobres-diabos
Bombaim, minha puta amada
Vou te levar para um passeio
Vou te deixar tontinha
E ir.


*Reproduzido de https://www.revistapessoa.com/ , com tradução de Victor Hering

Namdeo Dhasal (1949-2014), poeta da Índia


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