POESIA

Li Bai

Uma taça de vinho, sob as árvores floridas
Bebo sozinho, pois nenhum amigo está por perto
Levantando minha taça, eu aceno para a lua
Com ela e a minha sombra, seremos três
A lua, ai! não é uma bebedora de vinho
Indiferente, minha sombra rasteja ao meu lado
Ainda assim, tendo a lua como amiga e a sombra como escrava
Devo alegrar-me antes que a primavera acabe
Para as melodias que eu canto, o brilho da lua treme
Na dança que crio, minha sombra enrosca e dissolve
Quando estávamos sóbrios, nos divertíamos juntos
Agora que estamos bêbados, cada um segue seu caminho
Que possamos sempre compartilhar nosso peculiar e inanimado Carnaval
E nos encontrarmos enfim no Rio Nebuloso dos céus


*Reproduzido de https://books.google.com.br/ - Os Chineses, por Cláudia Trevisan

Li Bai (701-762), poeta da China


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