POESIA

Maria Rezende

O mar por dentro*

Eu pus as mãos no seu cabelo sem pedir
eu te toquei e só então vi: te invadi

Todo corpo é uma casa
cada corpo é um frasco onde se lê: frágil
onde se lê: força
onde se lê: entre sem bater

Há entre nós silêncios confortáveis
e conversas transparentes
palavras feitas de dedo e vapor
palavras que só acordam com o calor

Moça de duas bocas que sou
eu te devoro
de devolvo
te leio com as mãos
durmo nos teus braços
não te prendo
eu te passo, passarinho
e agradeço pelo ninho de sonho entre meus frutos
pela seta apontada pro presente
pelo afeto direto e sem rodeios
por tudo que a gente não disse

Você só seria mais bonito, moço
se não existisse


*Reproduzido de http://www.literaturabr.com

Maria Rezende, poeta brasileira


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