CORAL UFMT

No youtube, a música "Caxangá"



coral ufmt miolo

Cerca de 50 coralistas interpretam a canção "Caxangá", de Milton Nascimento e Fernando Brant

Há 40 anos o Núcleo Coral da UFMT promove cultura e inclusão social através do canto coletivo. Longe dos palcos desde maio de 2020, as atividades foram adaptadas ao formato virtual e até o momento atual o projeto tem lançado vídeos na plataforma do coral no YouTube. Para a estreia das apresentações de 2022, nesta terça-feira (15), às 19 horas (horário de Mato Grosso), o Coral UFMT irá compartilhar virtualmente uma de suas novas peças.

Com a participação de aproximadamente 50 coralistas, a canção escolhida é “Caxangá” de Milton Nascimento e Fernando Brant. Sob a regência da maestrina Dorit Kolling, a música conta ainda com os arranjos de André Protásio e dos músicos Ricardo Porto no violão e Ricardo Kalan na percussão.

“Convidamos o músico André Protásio para fazer o arranjo de “Caxangá” para nós. Ele é regente do coral do Rio de Janeiro, bastante conceituado, um músico que está trabalhando nessa linguagem inovadora para coros, e ficamos imensamente gratos por ter a honra de interpretar mais essa importante canção dos compositores Milton Nascimento e Fernando Brant”, explica Dorit Kolling.

Canto coral fez ajustes para modelo remoto 

Incluindo três principais grupos artísticos: Coral UFMT, Coral da 3º Idade da UFMT e Coral Infantojuvenil da UFMT, o Núcleo ganha destaque pela capacidade de seus trabalhos ultrapassarem os espaços da universidade e se fazerem presentes em lugares distintos do País. E durante a pandemia não foi diferente. 

Com o decreto que previa o isolamento social, o grupo de servidores do coral passou a realizar atividades internas como o estudo de repertórios, edição e correção de partituras, organização de materiais no Drive e de documentos do projeto Acervo e Memórias, visando uma rápida volta ao presencial. 

“Preparamos a gravação de algumas músicas por naipes: soprano, contralto, tenor e baixo, para que quando voltássemos, tivéssemos material”, aponta a maestrina Dorit Kolling que está na regência desde 1989.

Mas, com o agravamento dos casos da Covid-19 no País, os grupos tiveram de aderir a ensaios virtuais diários pelas plataformas ZOOM Cloud Meetings e Google Meet. Separados por naipes, eles ocorriam da seguinte forma: segunda-feira, baixo; terça, contralto; quarta, tenores e quinta-feira, sopranos e mesos. Com exceção de um encontro híbrido no final de 2021, todos os outros foram realizados de maneira remota.

No formato virtual algumas dificuldades se tornaram comuns

Quanto à rotina de trabalho do Coral Infantojuvenil da UFMT, divididos em três coros por faixa etária, os ensaios aconteciam nas tardes de sábado com intervalos de 40 minutos para cada grupo. Já o Coral da 3º Idade da UFMT, assim que retomou as atividades em 2021, havia dois ensaios por semana. Um dia ensaiava-se um grupo e no dia seguinte, outro. 

Apesar dos esforços, problemas como o acesso a internet, incômodo em ter de cantar sozinho, manuseio dos aplicativos, ambiente favorável para gravação de áudio e vídeo eram dificuldades muito comuns entre os coralistas. “Em alguns casos, com todo o cuidado, quando a situação permitia, uma pessoa ia na casa e ajudava na gravação. De todo modo, tentamos sanar essas dificuldades caso a caso”, conta a maestrina.

Coral buscou manter o bem estar físico e mental dos coralistas

Não somente o suporte técnico como um bate papo com fonoaudióloga, regentes renomados e aulas/dicas de percussão corporal, o Coral UFMT buscou promover diálogos para conhecer a situação física e emocional dos coralistas. Atendimentos nos grupos de WhatsApp, momentos de dúvidas e esclarecimentos em cada ensaio, por exemplo, foram algumas das medidas encontradas. 

Mesmo com uma diminuição no número de integrantes, seja pela não adaptação ou por outro motivo, os grupos artísticos tiveram uma boa avaliação do empenho geral e individual do coral. Entre os grupos, o Coral UFMT manteve a média de pessoas em relação ao presencial, entre 50 e 70 integrantes. Já o Coral Infantojuvenil “teve uma redução em termos de participação, mas, dentro do que estava ao alcance do Coral, a gente tentou fazer o máximo”, aponta Kolling.

Por outro lado, sendo o coral que maior sofreu redução chegando entre 20 e 25 pessoas, o Coral da 3º Idade da UFMT ganha destaque neste aspecto, pois, como conclui Kolling, essa “é uma atividade que tem um cunho social agregador muito importante da pessoa se sentir parte da sociedade, poder cantar junto. Nas apresentações, algumas delas falam: eu passei a não ser mais invisível. É uma fala muito forte”.

Coral ganha espaço em outros estados e recebe novos integrantes 

Além dos estados de Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo, em maio de 2021, na representação da maestrina e professora Dorit Kolling, o Coral UFMT marcou presença em encontro promovido pela Coros Portugal - Associação Portuguesa de Música Coral. Numa série de quatro conversas, o evento Aguarela Coral do Brasil buscou ampliar conhecimentos sobre a música coral brasileira.

Para ingressar no Coral Infantojuvenil é necessário que a garotada tenha acima de 7 anos e esteja matriculada na escola. No Coral da 3º Idade da UFMT a idade mínima é 60, e em ambos os corais é importante apresentar o cartão de vacina. Ao contrário desses dois grupos, o ingresso no Coral UFMT se dá por meio de seleção por naipes e leva em consideração a carga horária de trabalho. (*com assessoria da UFMT)

 


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