Cefaléia


Humberto Spíndola: Boi da cara branca
Segunda-feira sempre foi dia ‘bão’. Sair por aí inventando moda num início de semana é coisa pra gente ‘não lugar comum’. E o Tyrannus tava que tava nesta segundona, preparadíssimo pra checar a abertura da exposição e lançamento do livro “Animação cultural e inventário do acervo do Museu de Arte e Cultura Popular da UFMT”, organizado por Aline Figueiredo e Humberto Espíndola (Editora Entrelinhas). Afinal de contas, somos como que seguidores desse passo a passo que resultou num constante movimento de arte, se cristalizou e é, notoriamente, tipo exportação. Ou seja: as artes plásticas made in MT, faz horas, estão presentes, são conhecidas e reconhecidas noutros cantos do planeta.


Flores de e para Adir Sodré
Então, aconteceu que a gente não teve como ir. Uma dor de cabeça desalmada nos ausentou da parada. Ficamos em casa curtindo um documentário sobre Leonard Cohen e pensando como contornar a falta. A Aline disse que ia fazer chamada... Putz. Mas um atestado médico acho que quebra o protocolo da mancada de nossa parte, se para tanto, nos ajudar engenho e arte.
Fátima queria porque queria ir e eu também. Ela tomou remédio, deitou, cochilou, mas a enxaqueca não deu trégua. Deu bode, chabu físico-químico, asperezas no hipotálamo e aí não teve como... Ficamos. Sair de casa ‘malzão’ não é recomendável. Quem sai, quem cai na noite, tem que estar bem gente. E gente é pra brilhar, não pra morrer de fome ou de dor de cabeça.
Baixei o veredito: “com você assim, não vamos mesmo”. E valorizamos essa história de sermos seguidores da trajetória plástica das artes de Mato Grosso. Em nossa casa as paredes são impregnadas por trabalhos de boa parte desses artistas que enriquecem o acervo do Macp – Museu de Arte e Cultura Popular da UFMT. A maior parte do nosso acervo particular descende, resguardadas as proporções, das artes do Macp. E estão aqui nesta postagem.


Luiz Hermano e mitos

Abaixo, sua versão da cefaléia personalizada.
‘Tudo errado, como dois e dois são quatro. Na euforia do dia, na expectativa da noite, esqueci de me alimentar, resultado: enxaqueca. Santa ignorância. Comer é de menos, durante a semana. Ir a restaurantes “serve serve’’, lotados e ingerir um prato com coisas com gosto de nada. Engolir e acabou. Por isso, durante a semana alimentar é insuportável. Mas deixar de fazê-lo tem suas conseqüências e sequelas. Maldita dor de cabeça! Tirando isso, que é praticamente impossível nesse momento,  a noite corre solta lá fora. Daqui de casa posso ouvir o burburinho que vem do Macp: o barulho dos gelos nos copos, dos salgados sendo esmagados pelo chão, do espolcar dos flashs,  da luz forte das TVs, dos perfumes e cheiros doces, agridoces, amadeirados, cítricos, salgados fritos, suor, cerveja... Essa alquimia certamente daria um up na minha cefaléia, descompensada. Nesta terça, no mais tardar,  vamos ver a mostra, tranquilamente. Queria tanto ter ido na segunda, ainda bem que fiquei.’






 



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