Sábado, 02 de outubro de 2010, 15h51
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Não é que estava com raiva de Homero, apenas inveja

E Paris já ficou pra trás em nosso tempo real. Chegamos neste sábado na Alemanha, numa pequena cidade de 140 mil habitantes, Heidelberg, coisa que será assunto mais pra frente. Falemos, por enquanto, de Paris.
Por causa de minha garganta que ‘fechou’ comigo precisei ficar um dia de molho sem sair. É que o frio aqui não está pra brincadeira. Putz, perder um dia inteiro quando se passa apenas três dias em Paris é prejuízo grande. Nesse dia entocado saí apenas de noite, para jantar com Vera Maquêa, amiga querida e professora universitária que faz pós doc. Seu marido Christian (Deus queira que tenha escrito o nome corretamente) preparou uma carne com tempero especial onde entra o bom vinho. O assunto ficou em dia e avançou. Christian é músico aposentado e tem belíssimas guitarras, uma delas parecida com aquela que o Chuckberry tocava. Me aplicou um tal de Django Reinhardt, que faz um jazz meio cigano, show de bola. A conversa rendeu.
No outro dia caimos na estrada: Notre Dame, Louvre, D’Orsay e Torre Eiffel (pardon se as grafias não estiverem perfeitas). Altas micagens no Louvre, que é um museu assim bem liberal. O visitante tem altas liberdades e pode interagir com as obras. No D’Orsay nos proibiram fotos, mas no problems. Cada museu deve ter lá suas regras.
O D’Orsay me provocou um dos momentos mais emocionantes de toda a viagem. Meus olhos umedeceram depois de ver várias obras de Van Gogh em carne e osso, uma na sequência da outra. Já tinhas visto duas na Galeria Nacional de Londres, mas não foi a mesma coisa.
Para se deslocar nos trajetos que levam a esses locais nos valemos do Bateau Mouche, uma pequena embarcação que sobe e desce rio o tempo inteiro. Soneira braba que me deu lá dentro. Na torre foi aquela coisa bem turista mesmo. E conhecemos uma goiana e um paraense que trabalham na torre.
No cair da tarde a chuva bateu com mais intensidade e o passeio ficou mais comovido. Sabe como é... Paris, a chuva e o Sena deixam a gente comovido que nem o conhaque e o luar, segundo Drumond.
Eu gostaria de escrever mais sobre Paris, mas nem sei se vai dar. A internet aqui na Alemanha é meio pão dura’... De qualquer maneira, postamos mais várias fotos aqui...
PS: Alô, Claudinho que pesquisamos na internet na página do Tate Modern e não conseguimos encontrar o autor do trabalho que você mencionou. Mas era uma sala com suas quatro paredes tendo uma obra daquele tipo em cada parede. Esse tipo de obra que o Artur, certamente, sabe criar.

Fonte: Tyrannus Melancholicus
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