Segunda, 10 de janeiro de 2011, 20h28
Avesso



O avesso do avesso
O homem nunca se comunicou tanto. Com todo esse nosso poderio tecnológico, aqui do quintal da minha casa num discreto laptop, carinhoso com as letras, hábil com as palavras e apto aos valores positivos da comunicação, estou prestes a gritar: “eu tenho a força”. Enquanto escrevo, convoco a outra metade deste tyrannus pra ‘armar’ uma imagem original para este texto. E daqui a pouquinho, a gente aperta um botão e mais uma edição deste blog cai no mundo. Fácil? Só teoricamente.


Tecnologicamente, tá cada vez mais simples. Mas aí vem aquela história de que quem escreve, precisa de leitor. E para ter público, é preciso ter intimidade com a comunicação e respeito pelos outros. Agora, para contribuir mesmo, para mudar o mundo (aos pouquinhos, minha gente, já que não dá pra ser com a velocidade que a gente deseja), é preciso praticamente filosofar em torno dos fatos e coisas que nos cercam.


Muita gente acha que criticar, meter a boca no trombone, já basta. Mas isso é uma filosofia barata, aquela de mesa de bar. O lance é problematizar e criar conceitos que componham com a situação questionada e que formulem possíveis soluções, com base em algo que podemos chamar de cientificismo. Putz, mas para falar de filosofia no Século XXI é preciso estar muito mais preparado do que este humilde blogueiro.


Da prensa de Johannes Gutenberg, de 1439, para o google, oráculo moderno, vai um catatau de tempo. O poder multiplicador da informação deu dois grandes saltos ao longo da história da humanidade. O primeiro foi no Século XV, com a invenção da prensa. O segundo foi a internet que teve sua, digamos, pedra fundamental, quando começaram a vingar os estudos sobre armazenamento e conexão de informações, em 1945, nos EUA. Mas a plenitude do poderio comunicativo da web, já neste comecinho de Século XXI, ainda é coisa de fronteira desconhecida.


Gut, o pai da prensa



Muita gente ainda não sabe que o poder de interagir com a sociedade atribuído à prensa e à internet ribombou mais do as invenções do rádio e da televisão. Não sou eu quem diz isso. Apenas repasso uma verdade constatada pela história da comunicação.
Lembro-me da televisão, aquela mesmo que, segundo Nelson Rodrigues, matou a janela; no início dos anos 60. Eu começava a virar gente lá em Niterói. O mais engraçado é que minha irmã, a Mônica, tinha vergonha de trocar de roupa na frente do Repórter Esso.  

Boa Noite

Um fato público que mexeu com muita gente, associado ao poder da comunicação que a história registra é datado de 1938 e diz respeito ao rádio. Orson Welles transformou uma simples radionovela num acontecimento que pirou a cabeça de milhões, dizendo que o apocalipse chegava do espaço, numa invasão alienígena. Essa façanha de Welles é apontada como um dos primeiros eventos massificadores que maquiaram a tênue linha que separa ficção de realidade.

Aqui no Tyrannus nós gostamos muito de ficção. Mas a realidade parace ser mais urgente. E urge mudar o mundo, gente. Escrever para mudar o mundo. Uma frase que pode oscilar entre a bobeira e a babaquice. “Tenho mais medo de três jornais do que de cem baionetas”. Napoleão, que não era ‘bobó chera chera’, disse isso. Mas ele também tascou que os homens lutam mais por seus interesses, do que por seus direitos.

Era tudo mentira

Que fique bem claro, estamos falando aqui de comunicação. Veículos de comunicação, seja um minúsculo blog, ou um conglomerado de mídia, podem ter seus interesses. A questão está no nível de comprometimento que os veículos têm com a força do capital, seja ele público, ou privado. Chega... Esse papo meu tá qualquer coisa


No estilão Tolstói

Fonte: Tyrannus Melancholicus
Visite o website: https://www.tyrannusmelancholicus.com.br/