VERSO
José Pinto


Correspondência #8 *

 

Um trabalho novo esta semana.
Esperava pelo momento há quase um ano.
Sim, deve pôr-se as mãos na massa
antes de se saber liderar. Sim,
deixar funda a vontade de ir ler para a
floresta. Não, não se queixar, claro:
é trabalho. E além do mais, é mais
certo de que há uma propensão
irresistível ao servilismo que roça
um prazer masoquista em ser explorado.
É biológico, digo,
como cagar.

 

*Poema reproduzido do site https://escamandro.com/

 

josé pinto

Nascido em Portugal, José Pinto é poeta, dramaturgo, tradutor, performer e psicólogo. Já publicou os livros de poesia "Humanus" (Corpos, Portugal, 2015) e "Chá para o nevoeiro" (Urutau, Brasil-Galiza, 2021), além de um de dramaturgia "TOCA: oito poemas de amor e uma canção angustiada" (UMCOLETIVO, Portugal, 2021). Colaborou com as revistas, da Galícia, "Palavra Comum" e "Tr3sReinos". Sua literatura já foi publicada em revistas e fanzines do Brasil, Cabo Verde, Espanha, Estados Unidos e Portugal; e poemas autorais foram adaptados para melodramas pelo compositor Filipe Pinto (Alemanha)

 

 


Fonte: Tyrannus Melancholicus
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