Terça, 19 de abril de 2022, 00h10
VERSO
Kiara Baco Anhôn


A caverna do “eu”*

 

Na escuridão;
Há eco, há sombras
Há gestos

Não há voz;
O grito desaparece
E o silêncio permanece
Escutando-se o eco dos ruídos

Não há formas;
O negro do dia, 
Consome o caminho e o ser
Perdendo-se
No labirinto sem saída.

Não há luz;
O brilho exterior
Reflete no interior,
Projetando sombras 
Tortuosas e reprimidas
Na caverna oca da vida.

 

*Poema enviado pela autora atendendo solicitação do tyrannus

kiara

Kiara Baco Anhôn é poetisa e escritora, natural de Alta Floresta (MT) e reside em Sinop (MT). Participação com poesia no "Livro Imortais II", organizado pela ALB - Academia de Letras do Brasil (Editora Alternativo, 2018). Participou com poesias e organizou a antologia "Veias Coronárias" (Editora Bonecker - 2019), com mais poetas. Lançou o livro "Melancolia" (Editora Ações Literárias - 2020), de poesias e prosas poéticas. Kiara está presente também em mais de 10 antologias, e já venceu diversas premiações literárias. Também é idealizadora e apresentadora do programa Cine Verde, programa de Cultura local na cidade de Sinop




Fonte: Tyrannus Melancholicus
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