Segunda, 09 de maio de 2022, 17h26
VERSO
Pedro Vale


Luz(a) alma*


Sossega e vive do ar
A cómoda alma, armário espacial.
Plana e cisma a esmola pintada
Na rua nua e perfumada.
Sonha a universal fundação,
À beira-rio, navio-fantasma e fruição.
Entoa, na guitarra infantil, dramática gente,
Num acorde simples, medieval.
- Ó alma lusa,
Acorda e sente,
Mesmo que à tangente,
O que é ser filha de Portugal.

 

*Poema enviado pelo autor ao tyrannus

susana silva

pedro vale

Pedro Vale nasceu no Porto, mas é de Guimarães, no Norte de Portugal. Vive em Funchal, capital da Madeira, desde 2002, onde é professor do primeiro ciclo. Cursou Ciências da Cultura e faz mestrado em Gestão Cultural na Universidade da Madeira. O seu primeiro livro, "Azul Instantâneo", onde consta o poema aqui publicado, foi lançado em 2017. O autor trabalha há largos meses na sua segunda edição. É admirador das letras de Hemingway, Kafka, James Joyce, Marcel Proust e Fernando Pessoa, entre outros. Mais informações sobre o poeta e seus versos podem ser conferidas no site https://www.pedro-vale.pt/ , no facebook @pedro.vale.1293, no instagram @Vale10Pedro, no seu twitter ou no no canal do youtube Pedro Vale


Fonte: Tyrannus Melancholicus
Visite o website: https://www.tyrannusmelancholicus.com.br/