Sexta, 16 de novembro de 2012, 17h07
CINESESC
A animação que dispensa computação gráfica

Tyrannus Melancholicus

Um Gato em Paris (2010) de Jean-Loupe e Alain Gagnol. Jean Loupe Feliciolli é animador do estúdio Folimage onde trabalha com o roteirista Alain Gagnol. A dupla talentosa realizou vários filmes de animação. Este, particularmente, é a antítese perfeita das animações digitais produzidas pelos estúdios americanos, uma vez que ele não usa computação gráfica. Vai de tela e lápis coloridos e o resultado é surpreendentemente um belo trabalho cinematográfico.

Um Gato em Paris não é recomendável a todas as idades, não porque que ele tenha uma linguagem adulta ou conteúdo desapropriado, mas por causa de seu estilo não tão convencional. Claro que as crianças acostumadas às peripécias tecnológicas vão estranhar e podem achar enfadonho, o que é uma pena, pois o enredo (também fugindo do convencional) é uma linda história.

Dino é um gato de vida dupla. De dia ele vive com Zoé, uma menina que após o assassinato do pai por um gangster, mergulhou num profundo silêncio, e sua mãe, que é uma dedicada delegada de polícia. À noite, Dino assessora Nico, um habilidoso ladrão de joias que perambula pelos telhados de Paris. Um dia Dino presentea Zoé com uma valiosa pulseira e ela descobre a dupla vida do gatuno.

A animação tem todos os elementos de um filme policial, com muita ação, Paris como cenário e inova com maestria ao utilizar as cores para se comunicar. As palavras ficam num segundo plano. A sessão, com entrada franca, acontece neste sábado (17), a partir das 19h30, no Caldeirão de Imagens.



 



Fonte: Tyrannus Melancholicus
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