Terça, 04 de dezembro de 2012, 22h00
Mario de Sá Carneiro


Fim


Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!


Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.


Mário de Sá Carneiro, poeta português (1890-1916)

Fonte: Tyrannus Melancholicus
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