MESTRES DA CULTURA

Artesãos da viola de cocho



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tuti guato

Os artesãos homenageados

Vicente Guató e Tuti Moreira são, dentre outras coisas, artesãos da viola de cocho, um dos maiores símbolos da cultura mato-grossense. Eles serão homenageados com um documentário, uma exposição fotográfica e dois perfis jornalísticos. Estes produtos, com exceção do documentário, estão disponibilizados na internet no site do Instituto Homem Brasileiro - IHB, a entidade idealizadora e realizadora da iniciativa. 

A iniciativa foi materializada através do projeto “No ritmo da viola de cocho: entre a Chapada e a Serra do Amolar, nas águas do Pantanal", que contou com apoio financeiro da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), no âmbito da Lei Aldir Blanc, por meio do Edital Conexão Mestres da Cultura, e também do próprio IHB.

Os homenageados não se conhecem, nunca sequer se viram pessoalmente, um é pantaneiro (Vicente) e o outro é chapadense (Tuti), mas têm muito mais em comum do que poderiam imaginar. Além de mestres violeiros, são também septuagenários, descendentes de indígenas, moram em zonas rurais, se mantêm em função da cultura de subsistência e convivem, cada qual à sua maneira, com uma espécie de isolamento. 

O documentário, homônimo ao projeto, conta com direção compartilhada de  Lautaro Actis e Gabriele Viega Garcia. O filme tem um tom naturalista e alterna entre imagens cotidianas dos mestres em seus respectivos espaços e trechos de entrevistas com os dois. A produção contou com uma equipe reduzida para possibilitar maior fluidez e naturalidade nas conversas.

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Nelson José Pereira, mais conhecido como Tuti

 

A exposição “Mestres da Cultura - Vicente Guató e Tuti Moreira”, composta por 40 fotografias de Lautaro Actis e Gabriele Viega Garcia, apresenta um olhar sensível sobre gestos, olhares e o contexto local dos mestres. E os perfis jornalísticos, um para cada homenageado, escritos por Túlio Paniago, apresentam um panorama de suas vidas a partir de relatos pessoais e das circunstâncias históricas de suas trajetórias. 

Importante ressaltar que o modo de fazer viola de cocho, sabedoria ancestral que os mestres Tuti e Vicente Guató guardam em si, é registrado, desde 2005, como Patrimônio Imaterial Brasileiro no Livro de Registro dos Saberes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Vicente Guató

Filho de pai e mãe Guató, Vicente, 75, é um legítimo representante desta etnia de canoeiros nômades que chegou a ser considerada extinta em 1957. É possivelmente o último falante vivo da língua Guató. Ele também conserva outros conhecimentos ancestrais, como a feitura de canoa, ganzá, remo, zinga, arpão, vara de pesca e zagaia. Ele literalmente personifica a cultura de um povo.

Vive em um casebre às margens do Rio Cuiabá, no coração do pantanal, na companhia de pelo menos 30 gatos. Sua alimentação é à base de peixes da bacia do rio Prata, principalmente pacu e piranha. E também planta mandioca, batata, abóbora, banana e manga, que complementam seu sustento.

Tuti Moreira 

Poucos o conhecem como Nelson José Moreira, 71. Tuti, como prefere ser chamado, é bisneto de Bororo. Vive na região do Capão Seco, em uma área de cerrado do município de Chapada de Guimarães. Sua pequena propriedade rural é cercada por imensas lavouras de grandes latifundiários. 

Apesar das muitas festividades envolvendo a viola de cocho na cidade e nas comunidades quilombolas da região, o chapadense é apontado pelos moradores como o último mestre violeiro de quem se tem notícia no município, por isso é muito respeitado na região, principalmente dentro das comunidades quilombolas da região (Ribeirão Itambé, Morro do Cambambe, Lagoinha de Baixo e Lagoinha de Cima). (*da assessoria)

gabriele garcia

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Vicente Guató com sua antiga viola de cocho

 

SERVIÇO:

O QUE: documentário, exposição fotográfica e dois perfis em homenagem aos Mestres da Cultura Vicente Guató e Tuti Moreira
ONDE: no link: https://www.institutohomembrasileiro.org/projetos
OBSERVAÇÃO: o documentário não está disponibilizado temporariamente, para que possa competir em mostras e festivais de audiovisual

 


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