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Em cartaz: "Luana Muniz - Filha da Lua"



guilherme correa

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Luana Muniz saiu de casa na adolescência para se prostituir, modificou seu corpo durante a ditadura e trabalhou em diversos países da Europa


“Travesti não é bagunça!” A frase gritada de uma das esquinas da Lapa, quando uma travesti bate num possível cliente, ecoou em milhares de televisores via programa “Profissão Repórter” em 2010. A frase virou bordão, letra de funk e agora integra o documentário “Luana Muniz - Filha da Lua” (Rian Córdoba & Leonardo Menezes - 2021 - 78’), atração desta terça-feira, 28 de junho, às 19h30, no Cine Teatro Cuiabá. 

A exibição integra sessão especial do projeto “Encontros com Cinema” em alusão ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAP+. Além do documentário serão exibidos videoclipes de artistas de Mato Grosso que se reconhecem como LGBTQIAP+, como Luisa Lamar, Diogum, NicoLaw, Lucas Thomaz, Vitor Souza e Paula Shaira. A classificação indicativa é para 16 anos e a entrada é gratuita. A partir das 19h30 é permitido estacionar em frente ao Cine Teatro Cuiabá.

Sobre o documentário

O documentário revela a intimidade de Luana Muniz, autora do bordão “Travesti não é bagunça”. Ela se divide entre a prostituição, o ativismo LGBT e os shows em cabarés.  A Rainha da Lapa é conhecida em todo o Brasil pela participação no programa “Profissão Repórter” e sua aproximação inesperada com o Padre Fabio de Melo e Alcione.

O documentário é dirigido pela dupla Rian Córdova e Leonardo Menezes. Ambos saíram da TV para produzir filmes mapeando a cena LGBT. O primeira foi sobre a transformista Lorna Washington, intitulado “Sobrevivendo a supostas perdas” em 2016. “Luana é uma daquelas personagens que vivem uma saga de heroína e a gente torce para que ela vire o jogo e vença no final. Ela é uma das pessoas mais humanas e contundentes que conheci. Espero que a fome de viver dela inspire as pessoas”, declara Rian.

Luana se definia como uma “puta atriz” e conciliava as duas profissões. Ela se dividia entre performances em cabarés e programas com clientes. O filme é uma oportunidade de conhecer um pouco mais de perto essa personagem singular. 

Participam do filme a cantora Alcione, o ator Luis Lobiano, o padre Fabio de Melo, o repórter Felipe Suhre e a transformista Lorna Washington.

“Luana Muniz: filha da lua” conquistou o Prêmio de Melhor Longa no Festival de Gênero e Sexualidade do Rio no Cinema 2017, Prêmio Escolha do Público no MixBrasil 2017, Prêmio de Melhor Longa para Documentário no DIGO (Festival de Diversidade Sexual e Gênero de Goiás) 2018 e Prêmio de Reconhecimento do Impact Docs Awards 2017, da Califórnia.

ana c. fernandes

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Luana foi Presidente da Associação de Travestis do Rio de Janeiro

Mais sobre Luana Muniz

Luana saiu de casa na adolescência para se prostituir, modificou seu corpo durante a ditadura e trabalhou em diversos países da Europa. Ela não tinha papas na língua quando o assunto envolvia drogas, sexo, violência e mercado de prostituição. Ela administrava um casarão na Lapa que hospedava travestis, onde cuidava de comportamento, prevenção e documentação para esse público. Luana também foi Presidente da Associação de Travestis do Rio de Janeiro.

A última temporada da peça “Gisberta” de Luis Lobianco prestou homenagem à Luana Muniz. A autora Gloria Perez a citou na novela “A Força do Querer” e o Padre Fabio de Melo fez um famoso sermão inspirado nela. São muitas as histórias curiosas em torno de Luana Muniz. Desde a aproximação com a cantora Alcione, por conta do trabalho social e do espiritismo, até fofocas engraçadas passadas nos bastidores dos shows, que envolvem personalidades como Luma de Oliveira e Elke Maravilha.

dizão leão

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Victor Souza em imagem do clipe "Patrão"

Sobre o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAP+ 

No dia 28 de junho comemora-se o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAP+, também conhecido como Dia Internacional do Orgulho Gay. Historicamente, a data remete a um dos momentos mais importantes para a comunidade LGBTQIAP+, que foi a Revolta de Stonewall. Iniciada em 28 de junho de 1969, no Bar Stonewall Inn, em Nova Iorque, a Revolta possibilitou que, pela primeira vez, um número considerável de pessoas LGBTQIAP+ se unisse para lutar contra as constantes investidas e maus tratos perpetrados pela polícia contra frequentador@s do bar. A Rebelião durou vários dias e deu origem às Paradas do Orgulho Gay, muitas delas celebradas no mês de junho, em alusão a esse marco inicial do movimento em defesa dos direitos civis LGBTQIAP+. Na sexta-feira, 01 de julho, a partir das 19h, também no Cine Teatro Cuiabá, acontece o lançamento da 19ª Parada do Orgulho LGBTQIAP+ de Mato Grosso. Saiba mais no Instagram @paradamt. (*com assessoria)

divulgação

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Imagem do clipe de Paula Shaira, dirigido por André Zambonini

 

SERVIÇO

O QUE: Exibição do longa “Luana Muniz: filha da lua” e de videoclipes de artistas LGBTQIAP+ mato-grossenses
QUANDO: Terça-feira (28/06), às 19h30
ONDE: Cine Teatro Cuiabá
QUANTO: entrada gratuita
MAIS INFORMAÇÕES: 65 2129-3848
OBSERVAÇÃO: a partir das 19h30 é permitido estacionar em frente ao Cine Teatro Cuiabá

 


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