MOSTRA

Evento começará no Dia da Consciência Negra



Marilia Rocha

"A falta que me faz" é um dos títulos que entra na programação



O escravo, o sambista, o malandro, a mulata. Foi assim que durante muito tempo o negro foi representado no cinema brasileiro. Figuras ligadas a arquétipos do candomblé e da umbanda serviam de contornos para a criação de personagens que somente reafirmavam aspectos caricaturais da população afrodescendente.

Com o passar dos anos e a influência do chamado Cinema Negro no Brasil, foram surgindo personagens reais individualizados, vividos por um grupo de atores que estão entre os melhores do cinema, do teatro e da televisão no Brasil.

A mostra "O Negro no Cinema Brasileiro", que será aberta em Brasília em 20/11, o Dia da Consciência Negra", vai jogar luz nessa relação negro/cinema no Brasil, contando um pouco desta história, percorrendo mais de 50 anos de cinema. O evento tem a curadoria do cineasta, professor e crítico de cinema Sérgio Moriconi e, ao longo de duas semanas, serão promovidas 24 sessões, em horários alternativos. Além da exibição de filmes, outras atividades também estão programadas.

Serão exibidos títulos como "Amei um Bicheiro" (1952), filme policial com estética noir, que contém a cena que o lendário ator Grande Otelo considerava a melhor de toda sua carreira: a morte de seu personagem, Passarinho. Outros títulos como "Orfeu Negro" (1959), de Marcel Camus, que venceu em Cannes e recebeu o Globo de Ouro ao transpor para o carnaval carioca da década de 50 o mito de Orfeu e Eurídice; e "Assalto ao Trem Pagador" (1962), dirigido por Roberto Farias, que teve como protagonistas os atores Eliezer Gomes, Grande Otelo, Ruth de Souza e Luíza Maranhão, estão entre os muitos títulos programados.

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