DRÁCULA

Bram Stoker completaria 165 anos nesta 5ª



Um dos maiores autores da literatura clássica mundial, Bram Stoker, completaria nesta quinta-feira 165 anos. Nascido em 1847, na cidade de Dublin, na Irlanda, Stoker começou a escrever aos 16 anos seu primeiro ensaio, e em 1875 recebeu seu mestrado, logo em seguida se tornou crítico de teatro, sem remuneração, no jornal Dublin Eventing Mail.

Em 1878 Stoker casou-se com Florence Balcombe, cujo ex-pretendente foi Oscar Wilde. Com a mulher, mudou-se para Londres, onde passou a trabalhar na companhia teatral Irving Lyceum, assumindo várias funções e permanecendo nela por 27 anos. Em 1879 nasceu seu único filho, Irving Noel Thornley Stoker. Trabalhando para o ator Henry Irving, Stoker viajou por vários países, apesar de nunca ter visitado a Europa Oriental, cenário de seu famoso romance.

Enquanto esteve no Lyceum Theatre, começou a escrever romances e fez parte da equipe literária do jornal Daily Telegraph, para o qual escreveu ficção e outros gêneros. Antes de escrever “Drácula”, Stoker passou vários anos pesquisando folclore europeu e as histórias mitológicas dos vampiros. Depois de sofrer uma série de derrames cerebrais, Stoker faleceu em Londres em 1912. Suas cinzas estão numa urna no Crematório de Golders Green, em Londres.

Bram Stoker publicou seu romance “Drácula” em maio de 1897, estruturando-o como um romance epistolar, escrito a partir de uma série de cartas, relatos, diários pessoais, reportagens de jornais, registros de bordo, etc. A solução narrativa do autor foi brilhante: narrar a história a partir dos diários e memorandos de seus protagonistas, com isso as confissões e desesperos dos envolvidos na trama vão dando forma ao perigo, que só muito depois se torna completamente evidente. Ele nos apresenta também os costumes, tradições e a cultura da Inglaterra vitoriana e o a reação dos britânicos com relação ao que vem do estrangeiro, personificado através do medo arquetipiano da figura do vampiro. Nesse sentido, a realidade do racionalismo britânico entra em choque com o sobrenatural, explicitado através das figuras opostas de Drácula e de Van Helsing, ambos estrangeiros e pertencentes de sociedades estranhas aos costumes britânicos.

A atmosfera gótica é o pilar do romance: a maior parte da história se passa na Inglaterra, berço da civilização industrial e para onde o Conde se dirige com o intuito secreto de conquistar o mundo, o que é apenas sublimado ao longo da narrativa. Quando o conhecimento científico encontra seu limite para lidar com os fatos, resta o conhecimento popular. É desse conhecimento que Van Helsing tira os procedimentos necessários para acabar com o vampiro. As dicotomias entre as figuras do bem e do mal são figuradas nos personagens humanos e nos vampiros. O único contato entre os universos é a sensualidade e o erotismo.

Nova edição

A Editora Landmark inclui nesta edição bilíngue de luxo em capa dura do romance “Drácula”, um primeiro capítulo excluído por Stoker quando da publicação em 1897. Mais tarde este capítulo, rebatizado como o conto “O Convidado de Drácula - Dracula’s Guest”, seria publicado em 1914 pela viúva de Stoker e, desde então, a crítica literária vem discutindo a importância deste conto como um capítulo introdutório de “Drácula”. A história gira em torno de um viajante inglês não identificado, associado a Jonathan Harker, nos momentos anteriores à sua partida para a Transilvânia, onde o mesmo se depara com acontecimentos sobrenaturais, forças desconhecidas e criaturas fantásticas. (com assessoria)



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