MOSTRA

O cinema engajado que é do bem



"O veneno está na mesa"

Hoje (01/12) é o penúltimo dia da 7ªMostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que acontece no Sesc Arsenal, com sessões gratuitas, nos períodos vespertino e noturno. Mais um pacote de filmes em cartaz, explorando a temática dos direitos humanos, com diferentes abordadgens e estilos.

Abre a programação neste sábado, às 14h, “Disque Quilombola” (Brasil, 14 min., 2012, doc.), classificação livre. Igualdade racial e direito das populações tradicionais estão neste filme de David Reeks. Crianças do Espírito Santo conversam de um jeito divertido sobre a vida em uma comunidade quilombola e em um morro na cidade de Vitória. Por meio de uma brincadeira infantil, os dois grupos falam de suas raízes e revelam que a infância tem mais semelhanças do que diferenças. Logo em seguida, “Vestido de Laerte” (Brasil, 13 min., 2012, fic.), livre, enfoca a diversidade sexual. O cartunista Laerte percorre um longo caminho até uma espécie de órgão governamental para entregar uma série de documentos e, assim, conseguir o direito de frequentar banheiros femininos. A direção é de Claudia Priscilla e Pedro Marques.

Mais um curta e um média-metragem fecham esta primeira sessão. “A Galinha que Burlou o Sistema” (Brasil, 15 min., 2012, doc./fic.), classificação livre, aborda os direitos dos animais, narrando história que se passa numa granja industrial, onde uma galinha tem uma espécie de iluminação: toma consciência da engrenagem que rege sua vida, que determina seu destino. Mesmo enclausurada, ela acredita que a vida pode ser diferente. Direção de Quico Meirelles.

“O Veneno Está na Mesa” (Brasil, 50 min., 2011, doc.), para maiores de 10 anos, direção de Silvio Tendler, fala da questão ambiental ao narrar a síntese dos efeitos nefastos que o uso indiscriminado de agrotóxicos causa à agricultura brasileira, atual recordista mundial no uso de agentes químicos produzidos por poderosas multinacionais. Proibidos na Europa e nos EUA por contaminarem o homem e a atmosfera, muitos desses produtos ameaçam a fertilidade do solo, além de destruir mananciais e a biodiversidade.

A segunda sessão começa às 16h com “Porcos Raivosos” (Brasil, 10 min., 2012, fic.), 16 anos. Os direitos indígenas estão em pauta neste filme de Isabel Penoni e Leonardo Sette. O curta explora a dramatização de um mito da etnia indígena Kuikuro no qual um grupo de mulheres decide fugir da aldeia ao descobrir que seus maridos se transformaram misteriosamente em porcos furiosos. “O Cadeado” (Brasil, 12 min., 2012, fic.), livre, traz o tema do direito à educação e das pessoas com deficiência. Apresenta a jornada de um professor em seu primeiro dia de aula e de seus alunos – a maioria com deficiência – em uma escola pública na zona rural. Um cadeado impede a entrada, mas o professor tenta fazer com que não percam o dia de aula. Direção de Leon Sampaio. “Dez Vezes Venceremos” (Argentina, 75 min., 2011, doc.), filme livre, explora os direitos indígenas, com direção de .Cristian Jure, conta a história do filho do líder de uma comunidade Mapuche do Sul do Chile, Pascual Pichún e sua família, que são acusados de incendiar o caminhão de uma madeireira. Condenado, o rapaz se refugia na Argentina, onde estuda Jornalismo para combater a imprensa que despreza a causa dos indígenas. Depois de sete anos de prisão e clandestinidade, Pascual volta à comunidade, onde o conflito prossegue e os índios necessitam da rádio pirata de Pascual para divulgar sua luta em várias comunidades.

"O dia que durou 21 anos"

Às 18h a sessão é aberta com “Juanita”(Brasil, 8 min., 2011, doc.), classificação indicativa para 10 anos. Os direitos à memória e à verdade são o tema desta história de dor, amor e esperança, construída pelo depoimento intimista e poético de Márcia Gomes da Silva, que teve sua vida transformada com o desaparecimento de seu filho caçula. Inspirado no poema homônimo da pernambucana Cida Pedrosa. Direção de Andrea Ferraz. “O Dia que Durou 21 Anos” (Brasil, 77 min., 2012, doc.), classificação indicativa para dez anos e direção de Camilo Tavares, trata dos direitos à memória e à verdade. No filme, utilizando documentos secretos da CIA e áudios originais da Casa Branca, mostra-se como presidentes norte-americanos articularam o plano civil e militar para derrubar o presidente brasileiro João Goulart. De 1964 a 1985, o governo militar violou os direitos civis e instalou um regime ditatorial, com graves consequências para toda a América Latina.

Às 20h, a última sessão, tem “A Fábrica” (Brasil, 16 min., 2011, fic.), para maiores de 12 anos, trabalha o tema dos direitos da população carcerária. Com a direção de Aly Muritiba, é apresentada a história de um presidiário convence sua mãe a arriscar a própria segurança para lhe levar um telefone celular, mas o uso que ele pretende fazer do aparelho não é o habitual em situações como essa. “Hoje”(Brasil, 87 min., 2011, fic.), longa de Tata Amaral, para maiores de 14 anos, tem seu foco nos direitos à memória e à verdade. Vera é uma ex-militante política que recebe uma indenização do governo brasileiro pelo desaparecimento do marido, vítima da repressão desencadeada pela ditadura militar (1964-1985). Com o dinheiro, ela pode comprar o tão sonhado apartamento e recomeçar a vida, libertando-se do difícil passado que a torturou durante décadas. Mas no momento da mudança para o novo lar, Luiz, o marido, reaparece. O inesperado reencontro obriga Vera a rever toda a sua trajetória.


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