VERSO

Miguel Jubé

eu morto*

 

eu morto, subjugado no centro
      da cidade, aguardando processo
 de reconhecimento dos órgãos
      enquanto dura a falácia feita
 do absurdo que é estar morto, pronto
     ao descarte infinito da pele.

três larvas se aproximam, me olham
     e decidem por quando começam.
 meu peito parece abrir-se ao meio
     e isso só poderiam as larvas
 fazê-lo com precisão sintética.

          mas aguardo e são mãos quem cortavam
     cada pedaço – lâmina, faca
falência dilatada, cingida.

 

*Poema reproduzido do site http://sibila.com.br/

miguel jubé

Miguel Jubé nasceu em Goiânia (GO). Concentra seus estudos em poesia luso-brasileira, literatura goiana, estética e filosofia da arte. É professor de Língua Portuguesa e Literatura para os ensinos básico e superior. É editor de livros pela Martelo Casa Editorial. Recebeu, em 2014, o Prêmio Literário Açorianidade, da Associação Internacional de Colóquios da Lusofonia, por seus poemas de minimemórias (Calendário de Letras, 2015/Caminhos, 2015), obra vencedora com unanimidade pelo júri

 

 


Voltar  

Confira também nesta seção:
21.06.21 18h17 » Ana Miranda
14.06.21 18h50 » Nicolas Santos
07.06.21 18h58 » José Pinto
31.05.21 18h58 » Kátia Borges
24.05.21 19h17 » Afonso Henriques Neto
17.05.21 17h05 » Ernst Herbeck
10.05.21 19h30 » Miguel Jubé
03.05.21 19h00 » Poesias sobre "mãe"
26.04.21 17h14 » José Villa
19.04.21 15h58 » Natasha Tinet
13.04.21 21h06 » Mascha Kaléko
05.04.21 18h47 » Amanda Berenguer
29.03.21 16h14 » Roseana Murray
22.03.21 18h00 » Elke Erb
15.03.21 17h28 » Michel Houellebecq
08.03.21 17h24 » Adalberto Müller
01.03.21 16h27 » Leandro Rabelo Batista
22.02.21 14h00 » Fiama Hasse País Brandão
15.02.21 16h47 » Daniel Osiecki
08.02.21 16h00 » Mauro Iasi

Agenda Cultural

Veja Mais

Últimas Notícias

Mais Notícias

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:


  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet