Guillaume Apollinaire


A Ponte Mirabeau

Sob esta ponte passa o rio Sena
e o nosso amor
lembrança tão pequena
sempre o prazer chegava após a pena

Chega a noite a
hora soa
vão-se os dias
vivo à toa

Mãos dadas nós fiquemos face a face
enquanto sob
a ponte dos braços passe
de eternas juras tédio que se enlace

Chega a noite a
hora soa
vão-se os dias
vivo à toa

E vai-se o amor como água corre atenta
e vai-se o amor
ai como a vida é tão lenta
e como só a esperança é violenta

Chega a noite a hora
soa
vão-se os dias vivo à
toa

Dias semanas passam à dezena
nem tempo volta
nem nosso amor nossa pena
sob esta ponte passa o rio Sena

Chega a noite a hora
soa
vão-se os dias vivo à
toa

Guillaume Apollinaire, poeta italiano (1880-1918)

Voltar  

Confira também nesta seção:
05.07.22 17h09 » Touro Sentado
27.06.22 20h28 » Gal Freire
20.06.22 15h58 » Michaela Schmaedel
13.06.22 18h08 » Sarah Valle
06.06.22 14h00 » Hu Xudong
30.05.22 14h15 » Carlos "Gato" Martínez
23.05.22 17h29 » Luis Dolhnikoff
16.05.22 17h30 » Renée Ferrer
09.05.22 17h26 » Pedro Vale
02.05.22 14h33 » Jessica Stori
25.04.22 17h43 » Bianca Barbosa
19.04.22 08h00 » Erro de português
19.04.22 00h10 » Kiara Baco Anhôn
08.04.22 16h41 » Cuiabanália
22.03.22 19h36 » Emilio Villa
14.03.22 18h32 » Lua Lacerda
07.03.22 17h14 » Eliete Borges
07.03.22 17h14 » Instruções de bordo*
28.02.22 17h20 » Naomi Shihab Nye
21.02.22 18h00 » Arthur Santos

Agenda Cultural

Veja Mais

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:


  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet